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Criminosos usam ônibus em barricadas no Rio: impacto

ResumoCriminosos no Rio de Janeiro usaram 18 ônibus como barricadas em Cascadura, Zona Norte, durante retaliação a operação da Polícia Militar no Campinho e Fubá. Quatro suspeitos foram presos. A ação interrompeu o transporte público, fechou escolas e afetou serviços de saúde na região, gerando transtornos para moradores e passageiros.

Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio, em retaliação a uma operação da Polícia Militar no Campinho e Fubá. Quatro suspeitos foram presos. Saiba como a ação afeta transporte, escolas e saúde na região.

por Walquíria Bensaúde Tomaz · Especialista em branding e identidade de marca · · 2 min de leitura
Criminosos usam ônibus em barricadas no Rio: impacto

Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em retaliação a uma operação da Polícia Militar realizada na manhã desta quarta-feira (26) nas comunidades do Campinho e do Fubá. A ação conjunta das equipes do 9° BPM (Rocha Miranda) e do 18° BPM (Jacarepaguá) resultou na prisão de quatro suspeitos. O comando da operação informou que homens armados entraram em confronto com as equipes e fugiram para uma região de mata.

A polícia afirma que "um quinto [suspeito] foi atingido e socorrido ao Hospital Estadual Carlos Chagas e um sexto teria sofrido uma parada cardíaca e não resistiu". De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), os coletivos foram atravessados nas ruas Clarimundo de Melo e Ernani Cardoso, em Cascadura, e também na Avenida Dom Hélder Câmara. No início da tarde, havia 33 linhas de ônibus que passam na região com itinerário impactado.

Para a Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM), o objetivo dos criminosos era "desmobilizar a atuação das equipes", que reprimiam uma facção criminosa que atua nas comunidades do Campinho, do Fubá, do Morro do 18, da Praça Seca e diversas outras de Jacarepaguá. Foram apreendidos uma pistola, uma granada, um rádio comunicador, seis carregadores de fuzis, um carregador de pistola e quantidade de entorpecentes a serem contabilizados. O policiamento foi reforçado com equipes do Bope, do BPChq, do BTM, do BPVE e do 3º BPM (Méier). Policiais do Recom também atuam nas regiões atingidas.

A Secretaria de Estado de Educação informou que, até 12h15, nenhuma escola da rede estadual precisou ser fechada em consequência dos conflitos. Já a Secretaria Municipal de Educação afirmou que as unidades escolares na região das comunidades do Fubá e do Campinho "atendem presencialmente" apesar do ocorrido. Na saúde, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que uma unidade de atenção primária suspendeu o início do funcionamento nesta quarta-feira e avalia a possibilidade de abertura nas próximas horas. "Outras duas unidades mantêm o funcionamento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas", completou. As unidades estaduais de saúde funcionam normalmente.

Para moradores e passageiros, o impacto prático é imediato: quem depende do transporte na região deve consultar a Rio Ônibus antes de sair, e quem tem consultas ou atividades externas em unidades de saúde municipais pode enfrentar suspensões. A orientação é buscar confirmação com os canais oficiais.

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