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Laudo descarta suicídio e aponta assassinato de policial Gisele em SP

ResumoO Instituto de Criminalística de São Paulo, em laudo complementar de 1º de setembro, descartou suicídio da soldado Gisele Alves Santana e apontou intervenção de segunda pessoa. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio. A conclusão pericial contradiz a versão inicial de autoextermínio, reforçando a tese de assassinato.

Laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo, assinado em 1º de setembro, descarta a hipótese de suicídio da soldado Gisele Alves Santana e aponta intervenção de segunda pessoa. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio.

por Ptolomeu Rangel Sicupira · Pesquisador de tendências e cultura digital · · 2 min de leitura
Laudo descarta suicídio e aponta assassinato de policial Gisele em SP

A Polícia Militar de São Paulo investiga a morte da soldado Gisele Alves Santana como feminicídio, após laudo complementar do Instituto de Criminalística descartar a hipótese de suicídio. O documento, assinado na terça-feira (1º), conclui que os padrões de manchas de sangue e outros elementos do local contradizem a versão de evento suicida.

O laudo afirma que houve intervenção de segunda pessoa na morte, o que corrobora a tese de que Gisele foi assassinada. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ex-companheiro da vítima, é réu por feminicídio. O documento diz que "a hipótese de intervenção de segunda pessoa resistiu ao confronto com a totalidade dos elementos objetivos examinados, não tendo sido identificado elemento material que a contradissesse".

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e relatou suicídio, mas o registro foi alterado para morte suspeita. A família contestou a versão desde o início. O réu foi preso em 18 de março, em São José dos Campos (SP), e segue detido no Presídio Militar Romão Gomes.

O advogado da família, José Miguel Silva Junior, disse à Agência Brasil que o resultado não surpreende, pois laudos anteriores já descartavam o suicídio. Ele citou lesões contundentes na face e no pescoço, compatíveis com pressão digital e marcas de unha, além do intervalo de quase meia hora entre o disparo, ouvido por uma vizinha às 7h28, e o acionamento do Copom, às 7h57. Uma foto tirada por socorristas mostra a vítima com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.

Nova audiência ocorre na próxima terça-feira (8), quando o réu deverá ser interrogado. O advogado afirmou que a negativa do acusado está isolada nos autos.

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