# MJSP: centro de inteligência prisional começa em agosto

> O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) inicia em agosto o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip). O Cnip unifica protocolos de segurança e coíbe o planejamento de crimes dentro dos presídios. A operação do centro integra dados e ações de inteligência para fortalecer o controle penitenciário no Brasil.

*Net Propaganda · Inteligência Artificial · 20 de agosto de 2026 · Walquíria Bensaúde Tomaz*

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia suas operações ainda em agosto, unificando protocolos de segurança e coibindo o planejamento de crimes dentro dos presídios.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) iniciará suas operações ainda este mês. A nova estrutura reunirá órgãos de inteligência das polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal, com o objetivo de unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros.

Instituído em junho deste ano pela Portaria Ministerial 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, que faz parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado. Ele será responsável por integrar e coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), atuando em regime contínuo para consolidar e difundir informações de inteligência penal, monitorar situações de crise e oferecer suporte técnico para decisões da Secretaria Nacional de Políticas Penais e dos entes federativos.

A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, isso exige integração entre forças federais e estaduais e ação coordenada para impedir a entrada ilegal de celulares nos presídios. "O problema do celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública", comentou Silva durante coletiva sobre estratégias de enfrentamento a ilícitos envolvendo telefones celulares. "Os aparelhos fazem parte de uma cadeia que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação."

Na mesma coletiva, o ministério apresentou resultados preliminares da Operação Última Chamada, realizada entre 10 e 19 de agosto. Foram recuperados 6.052 aparelhos celulares, executadas 97 prisões em flagrante, fiscalizados 227 comércios e enviados mais de 33 mil alertas para pessoas com aparelhos irregulares. Entre maio e agosto, operações da Secretaria Nacional de Políticas Penais com estados e Distrito Federal apreenderam 2.254 celulares e revistaram quase 9,9 mil celas em 295 unidades prisionais.

Os roubos e furtos de celulares caíram de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026, redução de 4,5%. Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, ações no sistema prisional são fundamentais para interromper o ciclo que termina, ocasionalmente, nos presídios. "Isso atinge o dia a dia do cidadão, na aplicação de golpes e outras questões relacionadas a execuções de crimes letais intencionais", concluiu.

Para o cidadão comum, a mensagem é de que o combate ao crime organizado passa por dentro das prisões, com impacto direto na redução de golpes e na segurança urbana.

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