Inteligência Artificial

Golpe do sósia usa tecnologia para burlar biometria

ResumoO golpe do sósia, identificado pela Serasa Experian, utiliza tecnologia de comparação facial para localizar pessoas fisicamente semelhantes a criminosos e burlar sistemas de biometria. A prática explora falhas em verificações de identidade digital. A Serasa Experian recomenda reforçar autenticação multifator e monitoramento contínuo de dados para mitigar o risco de fraudes.

O golpe do sósia usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas parecidas com criminosos e burlar biometria. Veja como a Serasa Experian identificou a tática e o que recomenda.

por Demócrito Vilanova Aragão · Consultor de inteligência artificial aplicada ao marketing · · 2 min de leitura
Golpe do sósia usa tecnologia para burlar biometria

Uma nova estratégia de fraude de identidade, chamada de golpe do sósia, usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

O golpe do sósia explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas. Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.

Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.

A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime. Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade. Agora, ele parte do próprio rosto para achar um "sósia" com documento válido.

Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas para aumentar a segurança. A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação. A combinação com outros sinais pode ajudar a identificar inconsistências que não seriam detectadas apenas pela análise do rosto.

Os dados do Mapa da Fraude apontam que as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026. O volume representa um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, isso equivale a uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos. As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado no período.

A Serasa Experian recomenda que consumidores adotem cuidados para reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos. Para as empresas, a recomendação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro.

A combinação de diferentes mecanismos de segurança pode ajudar a detectar situações em que o rosto apresenta alta similaridade, mas outros dados da operação indicam uma possível tentativa de fraude. como funciona o reconhecimento facial dicas para evitar fraudes digitais

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