# Furto de fios de cobre no Rio: R$ 69 mi em 5 anos

> A operação conjunta das Forças de Segurança e da Prefeitura do Rio de Janeiro contra ferros-velhos visa reduzir o furto de fios de cobre. O prejuízo acumulado aos cofres públicos municipais chegou a R$ 69 milhões em cinco anos. A fiscalização busca coibir a receptação e o comércio ilegal do material.

*Net Propaganda · Gadgets e Dispositivos · 03 de setembro de 2026 · Sirley Mancuso Galvão*

Operação conjunta das Forças de Segurança e da Prefeitura do Rio mira ferros-velhos para reduzir furtos de fios de cobre, que causaram prejuízo de R$ 69 milhões aos cofres públicos em 5 anos.

Entre 2021 e 2025, o furto de fios de cobre no Rio de Janeiro causou prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais. Para reduzir o problema, as Forças de Segurança e a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro lançaram uma operação conjunta com foco em ferros-velhos, principais pontos de receptação do material.

A primeira ação operacional do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e fiação de cobre ocorreu nessa quarta-feira (2). Os agentes estiveram na Rua Alzira Valdetaro, no bairro do Sampaio, zona norte, onde dois ferros-velhos foram desapropriados. A área será usada no planejamento urbano para instalação de políticas públicas mais eficientes, com foco na regularização ambiental e urbanística.

Os números mostram a dimensão do prejuízo. A CET-Rio, responsável pela instalação dos sinais de trânsito, registrou furto de quase 500 quilômetros de cabos de semáforo, com perda de R$ 27 milhões. Já a RioLuz, que cuida da iluminação pública, teve prejuízo de R$ 42 milhões, com mais de 1,8 km de cabos de cobre furtados da rede elétrica.

Na mesma região, os agentes demoliram uma estrutura que funcionava ilegalmente como ferro-velho sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, na Avenida Marechal Rondon. "O combate também foca no receptador, para desestruturar essa cadeia logística criminosa", disse o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.

O subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, reforçou o impacto na população: "A região do Grande Méier vem sofrendo com o furto de cabos, problema que afeta não só o trânsito, mas toda a população. Não há manutenção que dê jeito nisso enquanto ferros-velhos clandestinos estiverem abertos para receptação ilegal". Segundo ele, essa rede criminosa causa prejuízo de milhões aos cofres públicos anualmente.

Para quem vive no Rio, a consequência é direta: semáforos apagados, ruas escuras e mais riscos no trânsito. A ação integrada, ao mirar os receptadores, tenta cortar o ciclo que transforma o cobre furtado em lucro rápido. Resta acompanhar se as desapropriações e demolições terão efeito duradouro ou se os pontos clandestinos migrarão para outros bairros.

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